Por Fernando Koda

Em duas décadas podemos observar o enorme avanço tecnológico que os sistemas de segurança receberam em equipamentos, infraestrutura e tecnologia da informação, entre outros.

Atualmente diversas empresas do seguimento oferecem para seus clientes recursos que há aproximadamente 20 anos atrás eram inimagináveis, como por exemplo, controles de acesso por biometria digital ou facial ou até mesmo por leitura da íris, câmeras inteligentes, sistema de CFTV (Circuito fechado de tv), alarmes, sensores e cercas perimetrais, cabeamento estruturado, antenas e leitoras de TAGS, sistema de identificação de placas de veículos, câmeras em tubos, detectores de metais blindagens, uma gama de recursos que permanecem em constante aprimoramento em busca da superação na melhoria dos seus resultados.

A importância do investimento da população nesses recursos tecnológicos e serviços são imprescindíveis para o tratamento dos riscos e consequentemente a melhoria significativa na sensação de segurança e nos resultados almejados, no entanto, é fato que outro recurso muito importante para a melhoria dos resultados no que se refere a diminuição da criminalidade parece não caminhar na mesma velocidade evolutiva, a educação.

Investir na educação

Diversos estudos ao longo dos anos compartilham o mesmo prognóstico que, por mais que existam pessoas que entendam de outra maneira, se analisarmos calmamente iremos concordar que é necessário investir também na educação das crianças de hoje para que estas não sejam os bandidos do amanhã.

Quando uma criança está na escola incentivada pela organização estudantil a qual faz parte, e com o apoio a assistência familiar no controle e auxilio necessário, certamente esta criança estará fortalecendo seus alicerces de valores humanos que a afastará e a protegerá quanto às companhias questionáveis e situações que lhes induzam a compactuar da criminalidade.

As conversas com os pais nos dias de hoje perdeu espaço para a tecnologia e é comum entrar em uma residência para visitar amigos ou mesmo, em nossos próprios lares, e todos sentarem no mesmo espaço sem trocarem uma só palavra. Todos estão concentrados nos recursos tecnológicos que seus aparelhos dispõem, seja para assistir vídeos, seja para se comunicar a distancia por meio de redes sociais, enfim, o aparelho celular bem como os tabletes e computadores possuem grande importância em nossas vidas e creio que nenhum de nós consegue se imaginar sem eles não é mesmo? Mas é também muito importante que estabeleçamos limites para seus usos, não somente para nossos filhos e netos, mas também para nós mesmos.

Falta de comunicação familiar

A falta de comunicação familiar, da atenção, da compreensão, dos limites, do saber o momento mais indicado para ouvir e para falar, certamente caminha na mão contrária a todo o avanço tecnológico que temos a grata oportunidade de vivenciar e de suma importância em nossas vidas.

A frase eternizada de Pitágoras grande filósofo e matemático diz “Educai as crianças e não será preciso punir os homens” nunca foi tão importante como agora. Uma criança será no futuro simplesmente o que aprendeu a ser, sua educação refletirá em um adulto formado, com respeito as diferenças e as diversas pessoas, responsável e com senso de justiça, ao contrário de uma criança que não recebeu a mesma educação e no futuro poderá ser um adulto de comportamento questionável e ações que podem contribuir com o repudio da sociedade.

Uma criança, um jovem adolescente que precisa do apoio e compreensão de sua família por estar atravessando uma etapa da vida que busca por sua identidade através de curiosidades experimentações, além da mudança física, poderá estar na escola aprendendo e se socializando ou estar na rua também aprendendo com o que por muitas vezes será uma porta para a criminalidade, isso nos torna cada vez mais determinados a contribuir para que sua formação de caráter e pessoal esteja ligada a primeira situação, ou seja, aprendendo dentro da escola e de casa.

Dizer não no momento certo

Quando me refiro a limites, quero dizer que educação muitas vezes também é dizer não no momento certo e com a devida explicação do motivo, o diálogo franco, e obviamente não a repressão, a agressão ou a imposição infundada.

O avanço espetacular da tecnologia na segurança bem como, nos diversos setores da sociedade, deveria caminhar paralelamente com a educação, a informação e a comunicação familiar. Certamente teríamos um bairro, uma cidade um país melhor para se viver com menos violência seja de qual modalidade for, e mais segurança, melhor qualidade de vida e pessoas ligadas ao bem.

Fernando Koda assina a coluna “Segurança com Fernando Koda”, no Inova360, parceiro do R7. Ele é especialista em segurança patrimonial e está à frente da Implanta Solução em Segurança.

www.implantasolucaoemseguranca.com.br

[email protected]

 

 



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