Na final de Wimbledon, sexto Grand Slam disputado por Serena Williams desde que retornou ao circuito mundial após o nascimento da sua filha, o número perseguido por ela será o mesmo dos cinco anteriores: 24.

Vencedora de 23 títulos de Grand Slam, a tenista americana de 37 anos busca igualar a marca da recordista australiana Margaret Court, que levantou 24 desses troféus de 1960 a 1973 —período que inclui as eras amadora e profissional do esporte, iniciada em 1968.

Serena conquistou o 23º em janeiro de 2017, no Australian Open. Soube-se depois que na época ela já estava no início da gravidez de Alexis Olympia Ohanian Jr., nascida em setembro daquele ano.

A americana retornou às quadras em março de 2018. Jogou Roland Garros no fim de maio, mas, bem distante da sua melhor forma, desistiu antes das oitavas de final contra a russa Maria Sharapova.

No início de julho, ela chegou à final de Wimbledon, quando foi superada pela alemã Angelique Kerber. Em setembro, novamente na decisão de um Grand Slam, dessa vez do US Open, em Nova York, a americana perdeu a cabeça e o jogo diante da japonesa Naomi Osaka, então estreante em finais desse nível.

Naquele dia, Serena discutiu várias vezes com o árbitro português Carlos Ramos após ele ter dado uma advertência a ela por ter recebido orientações do seu técnico, Patrick Mouratoglou.

O treinador admitiu ter passado instruções à atleta da arquibancada, algo que é proibido no tênis, mas que costuma ter sua fiscalização negligenciada pelos árbitros.

A discussão escalou, a tenista insinuou que o português teve uma atitude machista e exigiu que ele pedisse desculpas por ter duvidado da sua honestidade. Com a cabeça muito longe do que acontecia em quadra, a chance do 24º foi embora novamente.

Nesta temporada, Serena, atualmente na décima posição do ranking, não vinha bem nos grandes torneios. Perdeu nas quartas de final do Australian Open para a tcheca Karolina Pliskova e na terceira rodada de Roland Garros para a americana Sofia Kenin.

Já na grama inglesa, onde conquistou 7 dos seus 23 troféus de Grand Slam, ela voltou a atuar de forma consistente e se beneficiou de uma chave que poderia ter sido um empecilho, mas acabou se abrindo com as quedas precoces de Kerber e da líder do ranking, a australiana Ashleigh Barty.

“Chegar a duas finais no ano passado foi inacreditável. Mas agora estou numa situação diferente e mais calma”, afirmou a experiente atleta.

Nesta quinta (11), ela não deixou que a partida contra a versátil Barbora Strycova, 33, tenista da República Tcheca, se complicasse: ganhou por 6/1 e 6/2 em 59 minutos.

Na decisão do torneio, às 10h de sábado (13), Serena enfrentará a romena Simona Halep, 27, ex-número 1 do mundo e atualmente sétima colocada do ranking. Nesta quinta, Halep bateu a ucraniana Elina Svitolina também com tranquilidade (6/1 e 6/3).

O confronto direto entre as finalistas mostra 9 vitórias da americana contra apenas 1 da romena. Só um desses jogos, no entanto, foi disputado desde 2016. O maior feito da tenista europeia até hoje, além de ter chegado à liderança do ranking, é o título de Roland Garros conquistado no ano passado.

“É uma ótima sensação enfrentar Serena em uma final de Grand Slam. Se você é capaz de vencer, é ainda mais especial. E se você perder, tem apenas que seguir em frente e pensar no futuro. Estou em uma boa posição, honestamente”, afirmou Halep.

Um pensamento que também deve ter passado pelas cabeças de Kerber e Osaka nas outras duas vezes em que Serena ficou bem perto dos 24, mas viu a porta ser fechada pelas adversárias. Até por isso, a americana adota a estratégia de tirar a pressão sobre si mesma e suas marcas.

“Eu pensei sobre isso hoje de manhã, mas depois não pensei mais, porque não importa se são 24 ou 23 ou 25. O que realmente importa é dar o meu máximo, não importa o que aconteça. Independentemente do que eu faça, sempre terei uma ótima carreira”, ela disse nesta quinta.



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