O homem que matou duas pessoas e feriu mais de 20 após atropelar uma multidão no sábado (7) em Münster, no noroeste da Alemanha, agiu sozinho.

“Agora sabemos que foi com toda probabilidade um perpetrador solitário”, disse neste domingo (8) Herbert Reul, ministro do Interior do estado da Renânia do Norte-Vestfália.

“Há muitos indícios de que a pessoa em questão tinha anormalidades psicológicas”, continuou o ministro. “Isso precisa ser investigado.” Segundo Reul, não há evidências de motivação política ou passado islâmico.

O suspeito de 48 anos, identificado pela imprensa alemã como Jens R., nasceu no estado do Sarre, era designer industrial e morava em Münster há anos. O jornal Süddeutsche Zeitung relatou que R. passou por tratamento psiquiátrico entre 2014 e 2016.

Segundo o promotor de Münster, Elke Adomeit, o homem tinha antecedentes na polícia por fazer ameaças, danificar propriedade privada, fraude e um acidente de trânsito.

O chefe da polícia, Hans-Joachim Kuhlisch, disse que quatro apartamentos em nome do suspeito foram revistados na noite de sábado. Em um deles, foi encontrada uma submetralhadora inutilizada.

Nas buscas iniciais não foram encontrados sinais de motivação política. Mas Kuhlisch descartou uma conclusão imediata.

“Vocês vão entender que, com quatro apartamentos, dois em Münster e dois no leste da Alemanha, não podemos dizer agora de forma conclusiva que não encontraremos nada.”

Vizinhos do suspeito ouvidos pela revista Der Spiegel relataram que ele desenvolveu uma paranoia após cair da escada em um acidente anos atrás. “Ele pensava que havia uma conspiração contra ele”, disse um deles.

Os investigadores, segundo o tabloide Bild, apuram se esse foi um caso de “suicídio prolongado”, como o do piloto Andreas Lubitz, que derrubou um avião alemão em 2015 nos Alpes franceses matando 150 pessoas.

MARATONA

A polícia alemã prendeu quatro homens sob a suspeita de planejarem ataques com faca durante a meia-maratona de Berlim neste domingo, reportou o jornal Die Welt.

Segundo o diário, os homens eram ligados a Anis Amri, tunisiano que atropelou uma multidão em um mercado de Natal de Berlim e matou 12 pessoas em dezembro de 2016. A polícia não comentou o relato.



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