O ditador norte-coreano Kim Jong-un prometeu fechar as instalações de testes nucleares de seu país em maio e convidará especialistas sul-coreanos e americanos para acompanhar o processo, anunciou neste domingo (29) a presidência da Coreia do Sul.

O anúncio revelado pelo governo de Seul é o exemplo mais recente da virada diplomática que está sendo vivida na península coreana nos últimos meses.

Durante o encontro entre os dirigentes das duas Coreias, ficou estabelecido que haverá a “desnuclearização total” da península. 

Segundo Yoon Young-chan, porta-voz da presidência sul-coreana, “Kim disse, durante o encontro com o presidente Moon, que levaria ao fim o fechamento completo das instalações nucleares em maio e convidaria especialistas dos Estados Unidos e Coreia do Sul para informar sobre o processo a comunidade internacional com transparência”.

“Kim disse: ‘Os Estados Unidos nos consideram repugnantes mas, enquanto dialogamos, se deram conta de que não sou alguém que vá lançar uma arma nuclear a Coreia do Sul ou mesmo aos Estados Unidos'”.

Essas declarações do ditador da Coreia do Norte, que manteve durante anos a postura de que jamais renunciaria aos testes nucleares por temor a uma possível invasão americana, pode ser considerada como uma mão estendida a outra que está sendo aguardada: a de celebrar o fim dos testes entre Kim Jong-un e o presidente Donald Trump. 

‘PRESSÃO MÁXIMA’

Durante um evento em Michigan com simpatizantes, Trump anunciou que deve se reunir com Kim Jong Un dentro de três ou quatro semanas. E prometeu fazer um “grande favor ao planeta” ao obter um acordo sobre a questão nuclear com Pyongyang.

O presidente americano afirmou que a mudança diplomática do regime norte-coreano é fruto de uma “campanha de pressão máxima”, composta por discursos muito duros, o aumento das sanções contra a Coreia do Norte e o isolamento diplomático do país asiático. 

Mas também advertiu que a reunião de cúpula pode ser um fracasso. “O que tiver que acontecer, acontecerá. Posso ir até lá e pode não funcionar. Neste caso, vou embora”. 

De acordo com o canal CBS News, a reunião pode acontecer na Mongólia ou em Cingapura. 

O novo secretário de Estado americano, Mike Pompeo, revelou que manteve uma “boa conversa” com Kim Jong Un durante sua recente visita a Pyongyang.

Pompeo disse em uma entrevista a ABC News que o líder norte-coreano está “disposto a apresentar um plano” que contribua para a desnuclearização.

Kim também se declarou disposto a iniciar um diálogo com o Japão. De acordo com o porta-voz da presidência sul-coreana, o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe informou a Moon que está disposto a conversar com Pyongyang, uma mensagem transmitida durante a reunião intercoreana.

“Kim respondeu que a Coreia do Norte está disposta a conversar com o Japão a qualquer momento”, declarou Kim Eui-kyeom. A mensagem foi repassada pelo presidente Moon a Shinzo Abe neste domingo por telefone. 



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