Os traficantes de drogas chineses tinham alguns conselhos para os compradores americanos de fentanil: vamos lhes enviar por correio normal. Pode ser mais lento que o FedEx ou a UPS, mas é muito mais provável que o opioide chegue ao destino através do Serviço Postal dos EUA.

Esses narcotraficantes cibernéticos escreveram aos seus clientes nos Estados Unidos –em e-mails posteriormente descobertos por investigadores federais– que as empresas privadas de entregas rastreavam pacotes eletronicamente, permitindo a fácil identificação de correspondências suspeitas e criando uma trilha clara ligando vendedores a compradores de fentanil ilegal.

O Serviço Postal durante anos não instituiu salvaguardas semelhantes –e esse buraco nas fronteiras do país não foi totalmente fechado apesar de a legislação obrigar a sua eliminação. Quinze por cento de todos os pacotes enviados da China ainda não são rastreados eletronicamente, e o número sobe para 40% para as encomendas do mundo todo que entram nos Estados Unidos.

“O que não sabemos sobre esses pacotes que estão chegando?”, indagou-se em uma entrevista Frank Russo, diretor portuário da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York.

“Quando se fala em um milhão de pacotes por dia”, disse ele, observando a quantidade de correspondência internacional que chega apenas ao JFK, “40% é um grande número.”

Na quarta-feira (21), o governo Trump sancionou três cidadãos chineses acusados de traficar fentanil, identificando dois deles como “importantes narcotraficantes estrangeiros”. O subsecretário do Tesouro para Terrorismo e Inteligência Financeira, Sigal Mandelker, disse que os “chefões chineses” contribuíram diretamente para a crise de dependência de opiáceos no país, ao enviar centenas de pacotes de opiáceos sintéticos para os Estados Unidos.

“O meio de distribuição mais comum é o Serviço Postal dos EUA”, disse o Departamento do Tesouro em um comunicado anunciando as sanções.

Trump analisou a questão na sexta-feira (23). Ele tuitou que estava “ordenando que todas as operadoras”, incluindo o Serviço Postal, “PROCUREM & RECUSEM todas as remessas de fentanil da China (ou de qualquer outro lugar!)”.

O uso ilícito do sistema de correio dos EUA, amplamente reconhecido, mas não abordado durante anos, era apenas uma de uma série de vulnerabilidades persistentes nos portos de entrada do país e nos centros internacionais de correio, quando a epidemia de fentanil se difundiu e dezenas de milhares de americanos morreram, segundo dezenas de entrevistas com autoridades policiais e legisladores e documentos internos do governo.

Thomas Overacker, diretor-executivo de segurança de cargas e transportes para a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP na sigla em inglês), disse ao Congresso em julho que sua agência é capaz de inspecionar apenas 2% dos automóveis e 16% dos veículos comerciais que entram nos portos de entrada na fronteira sudoeste –outro canal importante para o fentanil.

A CBP sofreu uma escassez crítica de oficiais e cães treinados. No ano passado, a senadora democrata Claire McCaskill, de Missouri, divulgou um relatório concluindo que a agência tinha 4 mil funcionários a menos do que necessitava nos portos de entrada do país.

“No mínimo, precisamos garantir que nossos portos tenham pessoal e equipamentos adequados para lidar com esse problema –e, no momento, isso simplesmente não acontece”, disse McCaskill, que perdeu a reeleição em novembro, em um comunicado na época do relatório.

Tais avisos soaram durante anos.

Quatro anos após o início da epidemia de fentanil em 2013, a Alfândega e Proteção de Fronteiras não estava utilizando policiais suficientes ou espectrômetros portáteis capazes de detectar a droga para causar um impacto significativo no fluxo do opioide sintético, de acordo com reportagens e entrevistas do governo.

Os cães também não foram treinados para detectar fentanil em qualquer porta de entrada, inclusive no correio, até 2017. Isso foi dois anos depois que a Agência de Combate a Drogas (DEA na sigla em inglês) alertou que a droga estava sendo encomendada pela internet e enviada da China diretamente para caixas de correio dos EUA ou contrabandeada em veículos ou contêineres que cruzavam a fronteira do México.

O fentanil –50 vezes mais potente que a heroína– alimentou a epidemia de drogas mais mortal da história americana. De 2013 a 2017, mais de 67 mil pessoas morreram de overdose relacionada a opioides sintéticos, a maioria delas de fentanil. Em 2018, outros 31.473 americanos morreram, de acordo com os últimos dados disponíveis dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Embora as overdoses com opiáceos tenham caído no ano passado, as mortes por fentanil aumentaram, segundo dados provisórios de um relatório dos CDC divulgado em julho. O fentanil é a terceira onda da epidemia de opiáceos, que começou com remédios, migrou para a heroína e se transformou na atual crise.

Respondendo aos ataques de 11 de setembro de 2001, o Congresso aprovou uma lei em 2002 exigindo dados eletrônicos avançados sobre todos os pacotes que entram nos Estados Unidos por meio de empresas comerciais, como UPS e FedEx. Os legisladores temiam que os terroristas enviassem armas biológicas e outras para o país, e precisavam de uma maneira de rastrear encomendas suspeitas.

Mas a legislação isentava o Serviço Postal, que temia que as novas regulamentações retardassem a entrega e fossem muito caras para se implementar. Segundo a lei, os secretários do Tesouro e da Segurança Interna deveriam consultar o diretor dos correios dos Estados Unidos para determinar se era “apropriado” o Serviço Postal exigir dados de rastreamento.

Nenhuma consulta desse tipo aconteceu, segundo funcionários do governo.

Em 2018, o Congresso aprovou outra lei de rastreamento, dessa vez para tentar estancar o fluxo de fentanil pelo correio. A medida exige que todos os pacotes vindos de países estrangeiros incluam dados de rastreamento, mas o Serviço Postal tentou anular a medida e ainda não implementou todas as salvaguardas necessárias, como rastrear os remetentes e receptores de todos os pacotes da China, segundo o senador republicano Rob Portman, de Ohio, que copatrocinou o projeto.

“Quanto tempo mais os correios vão esperar, e quantas pessoas terão que morrer antes que os correios sejam sérios sobre isso?”, disse Portman em uma entrevista.

O Serviço Postal disse que está agindo o mais rápido possível para cumprir a lei.

O fracasso em lidar com as deficiências na capacidade do país de impedir a importação generalizada de narcóticos também foi agravado por uma guerra de territórios entre as principais agências federais. Oficiais da CBP enfocados em conter as drogas ilícitas foram confrontados com um Serviço Postal dos EUA que argumentou que precisava de correio rápido para ajudar o comércio.

Em 2015, por exemplo, as duas agências concordaram em iniciar um programa piloto para melhorar a inspeção e a interdição de pacotes internacionais, de acordo com um relatório da Subcomissão Permanente de Investigações do Senado de 2018.

Sob o programa, o Serviço Postal receberia dados eletrônicos avançados antes que os pacotes entrassem nos Estados Unidos, e então enviariam informações aos funcionários da CBP, que examinariam a remessa identificada como suspeita. O esforço deveria começar nas instalações postais do Aeroporto Internacional JFK, em Nova York –um dos cinco centros internacionais de correio nos Estados Unidos. Os funcionários da CBP deveriam ter como alvo pequenos pacotes da China com menos de 2 quilos, conhecidos como ePackets.

Desde o início, o programa vacilou. Os funcionários postais não enviaram todos os pacotes suspeitos para a CBP, embora as duas agências tenham instalações adjacentes no JFK. O relatório do Senado culpou “a falta de previsão e cooperação, missões conflitantes e conflitos de personalidade entre agências”.

Um funcionário não identificado da CBP, acusado de se recusar a cooperar com o Serviço Postal, foi transferido, de acordo com o relatório, mas o programa foi interrompido.

O valor da cooperação e da tecnologia –e os custos de não garanti-las antes– puderam ser vistos durante uma visita no outono passado ao cavernoso e decrépito prédio da CBP no Aeroporto Internacional JFK, onde o Serviço Postal dos EUA inicialmente examina o rio de pacotes de entrada e então encaminha os suspeitos para a CBP para um exame mais aprofundado.

Um oficial da CBP inspecionou um pequeno pacote enviado pela China. Usando luvas protetoras, o oficial cuidadosamente levantou um saco plástico de pó branco da caixa destinada a uma cidade próxima de Atlanta. Ele levou o saco até um espectrômetro portátil. Em poucos segundos, o dispositivo recém-implantado identificou o que havia dentro: 221 gramas de fentanil –o suficiente para administrar doses letais a cerca de 110 mil pessoas.

O fentanil foi entregue às Investigações da Segurança Interna para o que é chamado de “entrega controlada”, monitorada pela polícia. Diversas tentativas de realizar entregas controladas no endereço marcado no pacote não tiveram sucesso, de acordo com Russo. A CBP se recusou a fornecer o nome do destinatário do pacote, citando uma investigação em curso, e autoridades disseram que não viram nenhum outro carregamento para o mesmo endereço na Geórgia.

Jogo de gato e rato

O Porto de Entrada de San Ysidro, em San Diego (Califórnia), é a passagem de fronteira mais movimentada no hemisfério ocidental. Todos os dias, mais de 90 mil pessoas –incluindo 70 mil passageiros em 45 mil carros– atravessam a fronteira a pé ou de carro, onde começa a US Interstate 5, ao norte de Tijuana (México).

San Ysidro também é um dos maiores portais de drogas ilícitas para os Estados Unidos. Cartéis mexicanos contrabandeiam, em quantidades cada vez maiores, fentanil em pó misturado com heroína ou em medicamentos falsificados.

Overacker depôs em julho que sua agência apreendeu cerca de 1 quilo de fentanil em 2013. No ano passado, a agência apreendeu mais de 950 quilos, a maior parte na fronteira sudoeste.

“Até junho deste ano, já apreendemos tanto quanto no ano passado”, afirmou Overacker na audiência perante uma Subcomissão de Energia e Comércio da Câmara sobre os esforços para impedir que o fentanil entre nos Estados Unidos.

O presidente Donald Trump afirma que um muro ao longo da fronteira sudoeste irá conter o fluxo, porque os agentes estão confiscando grandes quantidades de fentanil contrabandeadas entre os portos de entrada. Mas os funcionários da CBP dizem que a maior parte do fentanil é apreendida em veículos que atravessam as passagens oficiais.

“Aproximadamente 90% do que apreendemos são em um porto de entrada, em oposição a entre os portos”, afirmou Overacker.

No ano passado, por exemplo, policiais da CBP fizeram a maior apreensão de fentanil já realizada no porto de entrada de Nogales, no Arizona, cruzamento frequentemente usado pelo cartel de Sinaloa. Eles encontraram 115 quilos de pó e pílulas –o suficiente para milhões de doses letais. As drogas foram encontradas em um compartimento secreto no piso de um caminhão que transportava pepinos, depois que o equipamento de escaneamento detectou uma anomalia no interior do veículo. Um cão farejador alertou os policiais para os narcóticos.

E 2016, o senador democrata Ron Wyden, do Oregon, escreveu ao então comissário Gil Kerlikowske, da CBP, perguntando o que ele estava fazendo sobre o fentanil. “A agência tem pessoal suficiente na fronteira para o controle de drogas?”, perguntou Wyden.Três meses depois, Kerlikowske respondeu que a importação de opiáceos ilegais, como fentanil, aumentava “em um ritmo alarmante”.

Os cartéis mexicanos estavam vendendo fentanil “para aumentar seus lucros monetários”, escreveu Kerlikowske, produzindo a droga com seus análogos e precursores químicos obtidos na China.

A CBP não tem capacidade para identificar o fentanil em testes de campo na maioria dos portos de entrada do país, disse ele, e os testes de laboratório podem demorar até um ano. O pessoal é claramente insuficiente, disse ele.”Os escritórios em campo da CBP”, escreveu ele, “estão atualmente passando por escassez crítica.”Em uma manhã recente, um oficial da CBP e seu pastor-alemão farejador de drogas andavam por 26 pistas cheias de carros vindos de Tijuana para San Ysidro. O cão alertou o agente para algo suspeito dentro de um caminhão branco Ford F-150 FX4. Eles encontraram uma bolsa à prova d’água com metanfetamina flutuando no tanque de gasolina.

Naquela mesma manhã, os policiais encontraram a droga escondida dentro de pneus sobressalentes em dois veículos.

“É um jogo de gato e rato”, disse Sidney Aki, diretor do porto de San Ysidro nos últimos sete anos. “Eles entendem que hoje estamos nos concentrando em pneus sobressalentes. E eles são fluidos e flexíveis. Eles mudam para tanques de gasolina. Então nós nos concentramos em tanques de gasolina. Aí eles podem passar para tetos e áreas de transmissão.”

As tensões podem ficar altas entre os gases de escapamento dos carros e as buzinas. As esperas podem levar horas. Uma triagem inicial pode ser seguida por uma viagem a uma garagem de inspeção secundária, onde os oficiais utilizam tecnologia de imagem; certa vez encontraram a droga costurada no forro do banco de um carro.

Cães farejadores podem alertar os policiais para 19 mil tipos de explosivos, enquanto outros caninos são treinados para farejar maconha, cocaína, metanfetamina, heroína, opiáceos e LSD. Mas os cães de drogas só foram treinados para detectar fentanil em 2017. O escritório de campo de San Diego tem cerca de 60 cães farejadores de drogas, mas os funcionários da CBP querem mais. Até agora, a agência treinou 450 cães para detectar fentanil desde a primavera de 2017.”Se tivéssemos um pelotão de caninos e seus treinadores lidando com todas as rotas em todos os portos de entrada de todo o país, isso certamente reduziria a quantidade de drogas que chegam dessa maneira”, disse Ralph DeSio, que trabalha na CBP na fronteira de San Diego há 23 anos.

Além disso, a escassez aguda de policiais da agência na fronteira só piorou. No ano passado, a situação era tão terrível que o governo começou a retirar os rastreadores dos aeroportos americanos e transferi-los para a fronteira sudoeste.”Isso está distraindo sua missão?”, perguntou o deputado republicano Markwayne Mullin, de Oklahoma, a Overacker durante a audiência no Congresso em julho.”Não há dúvida de que as condições atuais na fronteira sudoeste nos fizeram mudar nosso pessoal”, disse Overacker.

Nesta primavera, o Escritório de Contabilidade do Governo revelou que a CBP tem cerca de 19.500 agentes –quase 7 mil a menos que seu nível ideal, e o aumento de passagens de migrantes na fronteira afastou mais pessoas da detecção de drogas.”Nos últimos anos, a CBP não conseguiu atingir seus níveis mínimos de pessoal estabelecidos estatutariamente para seus cargos de agente da Patrulha de Fronteira ou suas metas de pessoal para outras posições policiais, citando altas taxas de atrito em alguns locais, um longo processo de contratação e a concorrência de agências policiais federais, estaduais e locais”, escreveu Rebecca Gambler, diretora da divisão de Segurança Interna e Justiça do GAO, em um relatório de março.

No último ano fiscal, apenas três agentes da Patrulha de Fronteiras foram adicionados ao longo da fronteira sudoeste, de acordo com a CBP.

“Fentanil à venda”

Washington se move devagar.

Cerca de cinco anos atrás, após um pico de mortes em Ohio, Portman pressionou o delegado e a polícia local em Dayton sobre o fentanil.

“Eu perguntei a eles: ‘Como está entrando?'”, recordou Portman. “‘Onde está sendo entregue? Ele vem por meio dos cartéis?'”Ele não estava preparado para a resposta.”Eles disseram: ‘Não, está sendo entregue em uma caixa postal conectada a um endereço onde ninguém mora'”, disse Portman.

“Eu perguntei a eles: ‘Nosso sistema de correio americano está enviando isso?’ Eles disseram: “Sim, é assim que está chegando”, disse ele.A Subcomissão Permanente de Investigações do Senado dos EUA, presidida por Portman, lançou a investigação sobre o tráfico de fentanil. Vários investigadores do Departamento de Segurança Interna trabalharam disfarçados como parte do inquérito e concentraram-se em seis fornecedores de fentanil, cinco deles baseados na China, que vendiam o medicamento através da Internet.

Dezoito meses depois, em janeiro de 2018, a subcomissão divulgou seu relatório.

Os investigadores descobriram que os fornecedores visados –que enviaram centenas de pacotes para mais de 300 pessoas– usavam pesquisas simples do Google, como “fentanil à venda”. Os fornecedores disseram que preferiam enviar o fentanil por meio de correio expresso comum.A investigação de Portman revelou que sete pessoas morreram de overdose de fentanil após comprar o medicamento do pequeno grupo de vendedores on-line em que o inquérito se concentrou. Um dos falecidos, um homem de Ohio, pagou US$ 2.500 por 15 pacotes que recebeu entre maio de 2016 e fevereiro de 2017.

No outono de 2018, o Senado aprovou um projeto de lei apresentado por Portman chamado STOP (Synthetics Trafficking and Overdose Prevention). Exigiu que todos os remetentes de pacotes de correio internacionais fornecessem informações básicas de envio à CBP, incluindo o nome e o endereço do remetente e o destinatário do pacote.O serviço postal inicialmente se opôs à lei, de acordo com Portman.

“Eles apenas disseram que era impraticável e muito caro”, disse Portman.Robert Cintron, vice-presidente de gerenciamento de operações de rede do Serviço Postal, declarou perante o Senado que a legislação poderia forçar sua agência a deixar de aceitar correspondência de muitos países.

“O bloqueio do correio destinado aos Estados Unidos também poderia levar outros países a bloquear correspondência originária dos Estados Unidos”, declarou Cintron.

Cintron disse ainda que a Lei STOP imporia “enormes novos custos”, estimados em US$ 1,2 bilhão a US$ 4,8 bilhões ao longo de uma década. O Serviço Postal tem lutado financeiramente há anos.

O projeto de Portman foi aprovado no Congresso com apoio bipartidário em outubro, menos de duas semanas antes das eleições de meio de mandato, mas anos depois que autoridades locais, como as de Dayton, imploraram ajuda ao Congresso. Trump o assinou em lei.Ela exigia que o Serviço Postal tivesse dados eletrônicos antecipados sobre 70% de todos os pacotes enviados do exterior e 100% de todos os pacotes enviados da China até 31 de dezembro de 2018.As autoridades dos correios perderam o prazo.

Na audiência do Congresso, em julho, Gary Barksdale, principal inspetor postal dos Estados Unidos, disse que sua agência está recebendo dados eletrônicos avançados sobre 85% dos pacotes vindos da China, em comparação com 32% em 2017, e 60% de todos os pacotes que entram, comparados com 26% há dois anos.”Isso representa uma melhora significativa dentro de um período de tempo relativamente limitado”, disse Barksdale.

David Partenheimer, porta-voz dos Correios, disse que a agência “apoia totalmente e está trabalhando agressivamente para implementar [a lei], para impedir que drogas perigosas entrem nos Estados Unidos vindas da China e de outros países”.”Como tem feito ao longo de sua história, o Serviço Postal dos EUA está empenhado em tomar todas as medidas necessárias para combater o uso criminoso do correio, enquanto continua fornecendo um serviço confiável e eficiente para o público americano”, disse ele.

A administração também esperava ajuda das autoridades chinesas. Em 1º de dezembro de 2018, Trump encontrou-se com o presidente chinês, Xi Jinping, para um jantar em Buenos Aires na Cúpula do Grupo dos 20. A Casa Branca disse que as autoridades chinesas prometeram ajudar a conter a exportação de fentanil para os Estados Unidos.

“O presidente Xi, em um gesto humanitário maravilhoso, concordou em designar o fentanil como substância controlada, o que significa que as pessoas que o venderem para os Estados Unidos estarão sujeitas à pena máxima na China”, anunciou a então secretária de imprensa, Sarah Sanders.

A proibição do fentanil entrou em vigor em 1º de maio de 2019.Mas em 1º de agosto Trump acusou seu colega chinês de voltar atrás.”Meu amigo, o presidente Xi, disse que iria conter a venda de fentanil para os Estados Unidos –isso não aconteceu, e muitos americanos continuam morrendo!”, disse Trump em um tuíte.

Tradução de Luiz Roberto Mendes Gonçalves



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