Soube-se durante o evento no qual Tite convocou a seleção brasileira para a Copa América deste ano, na sexta (17), que um de seus auxiliares técnicos deixará a função.

Sylvinho assumirá o cargo de treinador do Lyon, da França, para a temporada 2019/2020.

Será a primeira vez que o ex-lateral-esquerdo de Corinthians, Arsenal, Barcelona e Manchester City, hoje com 45 anos, comandará uma equipe.

Mais que isso, Sylvinho será o primeiro brasileiro a treinar um clube de uma das cinco principais ligas da Europa (Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália) em quase uma década.

O último foi Leonardo, também lateral-esquerdo quando jogador (Flamengo, São Paulo, PSG, Milan), que deixou a Inter de Milão na metade de 2011.

Em um mercado geralmente fechado a treinadores brasucas, trata-se de uma boa notícia a contratação de Sylvinho pelo Lyon.

Caso ele tenha um desempenho chamativo, pode abrir portas para outros técnicos do país – logicamente os que estejam devidamente capacitados (diplomados) para atuar em campeonatos de primeira divisão na Europa.

São poucos os brasileiros que assumiram o comando de times da elite alemã, espanhola, francesa, inglesa ou italiana.

Além de Leonardo, que antes da Inter dirigiu o Milan, de cabeça lembro-me de Vanderlei Luxemburgo, no Real Madrid (em 2005), e de Luiz Felipe Scolari, no Chelsea (em 2008/2009).

Com a ajuda de meu ex-colega de Folha Rafael Reis, que atualmente tem um blog no UOL, cito outros: Ricardo Gomes, na França (Paris Saint-Germain, Bordeaux e Monaco); Carlos Alberto Parreira, na Espanha (Valencia); Sebastião Lazaroni, na Itália (Bari e Fiorentina); Otto Glória, já falecido (em 1986), na França e na Espanha (Olympique de Marselha e Atlético de Madri).

Nenhum deles teve sucesso estrondoso; alguns, pelo contrário, fracassaram, casos de Luxemburgo e Scolari, demitidos sem ganhar nada.

Atualmente no Vasco, Vanderlei Luxemburgo treinou o Real Madrid 14 anos atrás e não ganhou nada (Reprodução/Site do Clube de Regatas Vasco da Gama)

Ricardo Gomes faturou uma Copa da França, com o PSG, e duas Copas da Liga Francesa, com PSG e Monaco. Leonardo ganhou uma Copa da Itália, com a Inter.

Sylvinho , assim, tem a chance de ser o primeiro brasileiro a conquistar um campeonato nacional em um dos principais centros da bola no velho continente.

Um tremendo desafio, já que será sua estreia na prancheta – foi auxiliar no Cruzeiro, no Sport, no Náutico, no Corinthians, na Inter de Milão e na seleção brasileira.

Desafio ampliado pelo poderio técnico e financeiro do PSG, campeão em seis das últimas sete edições da Ligue One, e pela pressão por títulos no Lyon.

Heptacampeão nacional de 2002 a 2008, o time não ergue uma taça desde 2012, quando ganhou a Copa da França e a Supercopa da França.

Nesta temporada, com o treinador francês Bruno Genésio, o Lyon terminou o Francês na terceira posição, o que o qualificou para a disputa da fase preliminar da próxima Liga dos Campeões da Europa.

O elenco conta com três brasileiros, todos com larga experiência no futebol europeu: o lateral-direito Rafael, de 28 anos (ex-seleção brasileira e Manchester United), o zagueiro Marcelo, de 31 anos (ex-PSV Eindhoven), e o lateral-esquerdo Fernando Marçal, de 30 anos (ex-Benfica) .

Seus jogadores mais conhecidos são os atacantes Memphis Depai (titular da seleção holandesa) e Nabil Fekir (campeão, como reserva, com a França na Copa do Mundo de 2018).

Em tempo: Se no masculino o Lyon tenta reencontrar seus dias de glória, no feminino o clube tem o time a ser batido na Europa. Neste sábado (18), superou o Barcelona, da brasileira Andressa, e conquistou sua quarta Champions League seguida.



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