O diretor administrativo da nova equipe Renault, Cyril Abiteboul, quer que os dirigentes da Fórmula 1 assumam mais riscos na hora de mudar as regras da categoria. Para o francês, o medo de tomar decisões erradas acaba atrapalhando o esporte.

As próximas semanas serão importantes para a F-1 definir seus rumos para 2017. Estão sendo propostas mudanças para deixar os carros mais rápidos e aumentar o nível de competitividade das equipes. Porém, os dirigentes não estão conseguindo chegar a um consenso e o prazo para que qualquer decisão seja tomada sem a necessidade de aprovação unânime é 29 de fevereiro.

Antes deste prazo, as mudanças estão sendo apreciadas dentro do Grupo de Estratégia, que conta apenas com as cinco primeiras colocadas no campeonato de construtores, além da FIA e dos detentores dos direitos comerciais da F-1. A Renault não faz parte desta comissão.

“Não fazemos parte destas discussões. Há várias coisas que eu vi, como mudar o formato do final de semana de GP [com a adição de uma corrida curta no sábado]. Deveríamos tentar isso porque, se não funcionar, podemos voltar ao sistema antigo. Há várias coisas boas – tornar o carro mais rápido, se certificar de que os pilotos não tenham de preservar tanto os pneus.”

Para Abiteboul, a F-1 não deveria se tornar uma corrida de endurance. “Ela deveria ter os pilotos atacando ao máximo. Queremos os carros mais rápidos e os pilotos mais rápidos. Não nos importamos muito com o resto. Acho que a prioridade dada ao endurance foi ruim para a F-1.”

O que o dirigente não quer é que o medo de mudar faça tudo continuar como está. “Temo que adotemos uma solução muito conservadora e tentemos evitar qualquer mudança só porque as pessoas estão com medo de cometer um erro. Acho que tomar decisão nenhuma pode ser o pior. Queremos ver ambição, as pessoas ousando a mudar. Se errarmos poderemos voltar atrás.”



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