O chanceler argentino, Jorge Faurie, disse nesta quinta-feira (6) que “houve uma aceleração com relação ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia, principalmente depois da chegada do presidente Bolsonaro ao poder”.

Faurie também disse que Bolsonaro aparece com “um olhar para o futuro igual ao nosso, nós acreditamos na liberdade, acreditamos que os fatores econômicos estejam mais flexíveis para trabalhar e ter competitividade, e desde esse ponto de vista há uma coincidência nas reformas estruturais que ele está levando adiante no Brasil e nós queremos levar adiante aqui na Argentina”.

“Esse olhar conjunto é o que vai projetar o Brasil e a Argentina para recuperar o nível que podemos ter como nações importantes dentro da América do Sul”, afirmou.

O chanceler argentino ainda disse, sobre a Venezuela que “os dois presidentes estão enormemente preocupados pelo que vive a Venezuela, pelo drama dos venezuelanos e que a América Latina não volte para trás, que os populismos não nos tirem a esperança nem a liberdade, e isso é o que vemos para a Venezuela, Bolsonaro disse que nós escapamos de viver como a Venezuela, a Argentina também escapou por pouco de viver como a Venezuela, e o Brasil também [em referência ao kirchnerismo e ao governo do PT]”.

Sobre o fracasso das negociações na Noruega, Faurie disse que “as negociações têm de continuar quando há uma verdadeira vontade de negociação das duas partes. O Grupo de Lima ainda pode aportar a fonte negociadora da vontade democrática. A Maduro lhe corresponde a vontade da outra parte. Ele tem de dar um passo, ele tem um povo que está com fome, sem medicamentos, sem liberdade. Se ele não se comove, seu povo se comoverá”.

Sobre o apoio à candidatura de Mauricio Macri por parte do governo brasileiro, o chanceler Ernesto Araújo disse que “temos que trabalhar com o que há agora, e não imaginar o que pode acontecer caso o kirchnerismo ganhe no futuro”.



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