​O presidente Jair Bolsonaro escolheu Filipe Garcia Martins como assessor-chefe adjunto da assessoria especial do presidente. Martins é um dos discípulos do escritor Olavo de Carvalho e vinha auxiliando o chanceler Ernesto Araújo no governo de transição. Como assessor pessoal do presidente, deve atuar especialmente na área internacional.

A escolha de Martins conta com o apoio de dois dos filhos do presidente: o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Ele é um entusiasta das ideias propagadas por Olavo de Carvalho e aliado próximo de dois dos ministros escolhidos por Bolsonaro: Ricardo Vélez (Educação) e Araújo.

Martins é crítico da imprensa e é editor-adjunto do site Senso Incomum, que integra análises e texto que defendem o liberalismo econômico e uma visão conservadora dos costumes. 

Ele mantém no site postagens criticando jornalistas, defendendo o alinhamento ideológico e político com os EUA de Donald Trump e com o primeiro-ministro do Estado de Israel, Binyamin Netanyahu.

Em seu perfil no Twitter, Martins se apresenta como professor de política internacional e analista político.

Por ter 31 anos recém completados em novembro, sua escolha é vista com desconfiança por alguns dos aliados de Bolsonaro, que o consideram muito jovem e inexperiente para ocupar o cargo de assessor especial do presidente para assuntos internacionais. 

A nomeação de Martins foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta quinta-feira (3). Além dele, Bolsonaro escolheu também outros dois assessores especiais, Arthur Bragança Weintraub e Ricardo Peixoto Camarinha.

Arthur é irmão de Abraham Weintraub, que foi escolhido pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, como seu secretário-executivo. Os irmãos auxiliaram Bolsonaro com estudos sobre a reforma da Previdência desde o início da pré-campanha.



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