A audiência que decidirá por uma possível extradição do fundador do Wikileaks, Julian Assange, para os Estados Unidos será em fevereiro do próximo ano, começando provavelmente no dia 24 do mês. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres, nesta sexta (14). 

Assange, 47, é acusado pelas autoridades dos EUA de conspirar para invadir computadores do governo americano e de violar uma lei de espionagem. Assange e o WikiLeaks foram responsáveis por um enorme vazamento de documentos confidenciais da administração dos EUA em 2010. 

Assange apareceu por videoconferência para a audiência, vestido de camiseta cinza e usando óculos de armação preta.

Enquanto Ben Brandon, o advogado que representa os Estados Unidos, fazia um resumo das acusações contra ele, incluindo uma que dizia que ele havia quebrado uma senha da rede de defesa dos EUA, Assange afirmou: “Eu não quebrei qualquer senha”.

O australiano foi preso em abril deste ano pela polícia britânica na Embaixada do Equador em Londres, onde estava exilado desde 2012. Em maio, foi condenado a 50 semanas de prisão por violar as regras de liberdade condicional.

Assange foi posto neste tipo de regime depois de ter sido detido em 2010 na Inglaterra, por ser alvo de uma investigação na Suécia por abuso sexual. Ele pagou fiança e foi liberado, mas não conseguiu reverter o processo de extradição. Então, pediu asilo ao Equador.

No período em que morou na embaixada, Assange deixou de comparecer a audiências, o que gerou o processo e um pedido de prisão.

A promotoria sueca reabriu em maio a investigação por abuso sexual contra o fundador do WikiLeaks. A apuração do caso havia sido suspensa em 2017 porque Assange estava asilado na Embaixada do Equador, e não havia perspectiva de que saísse do edifício. ​



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